
JORGE "MÁGICO" GONZALEZ
Hoje vou mostrar ao Canhoto, que só conhece o Messi, o Xavi e o Iniesta, um jogador que fez as minhas delícias quando era míudo (pareço o Markl. Até me admiro como é que nucna falou nele!!!).
Quando o futebol que me entrava em casa vinha também da televisão pública espanhola, deleitei-me com uma maravilha de jogador, que se fosse argentino, brasileiro ou italiano teria sido um dos eleitos. Assim foi só um Mago...
Jorge "Mágico" Gonzalez, melhor jogador Salvadorenho de sempre, jogou entre 82 e 91 no Cádiz, com uma passagem muito breve pelo Valladolid.
Jogador prodigioso, com talento puro nos pés, sem mínimo sentido táctico (tornaram-se célebres as indicações dos treinadores sobre como se devia colocar no terreno aquando dos cantos e livres dos adversários!), era no entanto um poço de indisciplina e boémia.
Depois do Mundial de 82, para cuja classificação foi fundamental e apesar de El Salvador ter ficado mais famoso por ter levado 9-0 da Hungria do Largarto Meszaros, chamou a atenção dos olheiros de clubes espanhóis e franceses. Chegou a ter tudo acertado com o PSG, mas no dia da assinatura do contrato, pura e simplesmente não apereceu!!! disse mais tarde que era uma responsabilidade demasiado grande e que não estava para isso... Assinou então pelo Cádiz, o qual ajudou a salvar da descida durante alguns anos a fio com golos de antologia, e jogadas do outro mundo.
Em 1984, depois do Cádiz descer à 2ª divisão espanhola, PSG e Fiorentina pretendem o seu concurso, mas acaba por continuar no clube andaluz. Ainda assim, participa na digressão americana do Barcelona pelos EUA com Maradona. No final o clube catalão acaba por não o contratar, em parte diz-se, devido ao incidente num hotel californiano, em que o alarme de incêndio se activou e "Mágico" foi o único que preferiu ficar no quarto com uma rapariga a fugir do incêndio eminente!!!
Ficou famosa uma meia-final do Carranza, na qual simplesmente chegou atrasado (!!!) ao jogo e como tal não pode ser titular. Quando entrou o seu clube perdia 0-3. A seguir marcou 2 golos e fez 2 assistências para ajudar o Cádiz a ganhar 4-3 e ir à final do Torneio.
Em 91, deprimido e descartado pelo treinador do Cádiz devido aos seus constantes problemas disciplinares e vida boémia, e já com 31 anos volta ao seu país, depois de uma tentativa frustada da Atalanta em o contratar.
Retira-se aos 42 anos em 2000, ano no qual joga o seu último jogo pela selecção do seu país.
Hoje dá nome ao estádio da cidade de San Salvador, no qual joga a selecção do seu país e recebe os mais importantes eventos deportivos de El Salvador.
Ficam aqui alguns os seus melhores momentos.
http://www.youtube.com/watch?v=OMemVOhSLRw